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Renegociar dívidas: Veja 7 dicas para sua empresa

Por mais organizadas que sejam as finanças de uma empresa, é muito provável que, vez ou outra, ela se encontre em dificuldade para quitar os débitos. Trata-se de um problema que pode ocorrer por eventos que estão além de seu controle, como a inadimplência de um grande cliente ou a desaceleração da economia. Nesse momento, saber como renegociar dívidas é de suma importância.

Isso ocorre porque, uma vez que a renegociação seja bem-sucedida, a empresa pode conseguir condições mais amigáveis, como prazos maiores e juros menores. A grande questão é que nem sempre fazer a negociação com credores é uma tarefa fácil.

Com a finalidade de facilitar esse processo, preparamos um conteúdo com 7 dicas práticas para você que deseja renegociar suas dívidas. Continue a leitura e descubra como obter sucesso nessa tarefa!

1. Avalie a situação financeira de sua empresa

O primeiro passo para resolver um problema é compreendê-lo plenamente. A mesma lógica se aplica à eliminação dos débitos de um negócio. Antes de mais nada, é fundamental que o gestor identifique todas as dívidas que a empresa tem em aberto e se entre elas existe alguma que pode expor a companhia a sanções judiciais.

Depois que as dívidas são devidamente mapeadas, o gestor deve começar a avaliar todos os gastos da empresa em busca de custos que possam ser eliminados. Nessa etapa do processo, é necessário garantir que os recursos da empresa estão sendo utilizados do modo mais eficiente. Uma vez que os gastos supérfluos são cortados, é possível que a sobra de recursos seja o suficiente para quitar ao menos algumas das dívidas em aberto.

2. Analise os contratos

A legislação brasileira tem uma série de normas que visam garantir uma parceria vantajosa tanto para o credor quanto para o devedor. Uma vez que tais normas nem sempre são respeitadas, é interessante que o gestor da empresa endividada analise seus contratos com os credores para verificar se não existem cláusulas maliciosas.

Caso algum termo do contrato esteja contra a lei, causando grave prejuízo para o credor, ele pode recorrer às organizações responsáveis, como o Banco Central.

3. Estabeleça um limite para renegociar dívidas

Uma empresa que precisa renegociar dívidas obviamente está passando por problemas financeiros, o que significa que ela precisa utilizar seus recursos do modo mais adequado possível. A grande questão é que, caso o percentual alocado para a renegociação seja muito elevado, a empresa pode se ver em problemas para arcar com outros compromissos.

Por esse motivo, é fundamental que o gestor estipule um limite máximo de capital a ser utilizado para quitar os débitos do negócio. É claro que esse valor não deve ser definido arbitrariamente. Para que ele seja exato, o gestor precisa considerar o fluxo de caixa da empresa, suas despesas recorrentes e perspectivas futuras.

4. Faça uma proposta

Uma vez que o gestor conhece a fundo seus débitos, entende a situação financeira de sua empresa e tem uma ideia clara de quanto capital pode dispor para quitá-los, é hora de começar a renegociação de dívidas em si.

A essa altura do processo, é necessário elaborar uma proposta e apresentá-la ao credor. É válido ressaltar que essa proposta deve ser feita respeitando o limite máximo de recursos que a empresa pode alocar para quitar seus débitos. Ela deve ser crível, pois de nada adianta para a empresa assumir um compromisso que não pode cumprir.

5. Busque um bom acordo

É possível que o credor da empresa não aceite a primeira proposta e tente impor encargos mais elevados. Esse é o verdadeiro processo de renegociação em que o gestor e sua equipe devem buscar um acordo que beneficie a empresa e a impeça de ir à falência.

Por mais duro em suas negociações que seja o credor, tudo o que ele deseja é receber seus recursos, por esse motivo, via de regra, não é interessante para ele impor um acordo que seus devedores não podem cumprir. Até porque recorrer às vias legais costuma ser muito mais caro e demorado. O responsável pela negociação precisa deixar claro para o credor da empresa que sua proposta é a mais benéfica para os dois lados.

6. Procure uma alternativa

Embora renegociar dívidas sempre seja a melhor opção, tanto para o credor quanto para a empresa, em algumas situações isso pode não ser viável. Diante de uma situação como essa, recorrer a um novo empréstimo para quitar o débito anterior pode ser a solução.

Para que um novo empréstimo seja realmente útil, ele deve oferecer condições mais amigáveis do que o débito anterior. É preciso que o gestor julgue com atenção se ele atende aos requisitos.

Mesmo que a taxa de juros seja mais baixa e o prazo de pagamento mais longo, caso esse valor não se encaixe no orçamento, a empresa vai acabar com outra dívida que não consegue pagar, o que tende a complicar ainda mais sua situação.

Portanto, antes de recorrer ao crédito para arcar com os compromissos de sua empresa, o gestor deve pesquisar entre as diversas instituições financeiras disponíveis aquela que melhor atende suas necessidades. É válido ressaltar que algumas instituições atendem até mesmo companhias negativadas.

7. Crie uma hierarquia de pagamentos

Com os recursos para quitar seus débitos em caixa, a empresa deve começar pagando as dívidas que apresentam as taxas de juros mais elevadas, afinal, são elas as principais responsáveis por reduzir seu orçamento. Além disso, é fundamental que qualquer dívida passível de sanção judicial seja paga com prioridade.

Tomando esse cuidado, o gestor pode aliviar o caixa da empresa mais rapidamente, o que abre espaço para que as demais despesas possam ser quitadas sem que ele precise recorrer a mais empréstimos. Isso depende da situação financeira da empresa e do número de suas dívidas, é claro.

Embora renegociar dívidas não seja exatamente simples, colocando em execução as 7 dicas apresentadas, a tarefa tende a se tornar mais fácil. Nesse contexto, contar com especialistas em renegociação e na captação de crédito é a melhor opção.

Gostou deste artigo sobre renegociação de dívidas? Aproveite para ler sobre a importância da assessoria financeira!

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